A maioria dos pedidos de peças sob medida chega do mesmo jeito: uma foto de uma peça gasta em cima de uma bancada e a pergunta "vocês conseguem fazer isto?"
A resposta honesta é quase sempre "provavelmente, mas não a partir desta foto". Uma fotografia mostra a forma. O preço depende de coisas que uma fotografia não carrega.
A própria peça vale mais que qualquer documento
Se você ainda tem a peça velha, envie-a. Uma peça usada traz informações que nenhum desenho inclui: onde a espessura da parede muda, como o talão assenta, qual face suportou a carga, onde ela falhou primeiro. Uma amostra também resolve a questão que um desenho costuma deixar em aberto — quais das suas dimensões realmente importam.
Envie mesmo que esteja rasgada. A falha também é informação.
Se não há peça, envie um desenho — e diga qual dimensão é crítica
Um desenho com dimensões é a segunda melhor opção. Mas uma peça tem muitas dimensões, e geralmente só duas ou três decidem se ela funciona: o diâmetro que precisa vedar, a face que precisa assentar, o detalhe que precisa passar livre de outra coisa.
Marque essas. Uma empresa que não sabe qual dimensão é crítica vai manter todas na mesma tolerância, que é o jeito caro de fazer, ou manter a dimensão errada na tolerância apertada, que é o jeito que falha na bancada.
Diga quantas, por pedido e por ano
A quantidade muda a resposta mais do que qualquer outro dado, porque uma peça moldada é feita em um molde, e o molde é pago uma única vez. Cem peças e cinquenta mil peças não são a mesma peça comercialmente, mesmo quando são idênticas tecnicamente.
Você não precisa de uma previsão firme. Uma faixa basta — "algumas centenas para começar, talvez alguns milhares por ano se funcionar" diz ao fornecedor o que ele precisa saber.
Diga onde ela fica e com o que tem contato
A escolha do composto segue o ambiente, não a forma. Óleo, fluido de freio, ar quente, ozônio e sol, partidas a frio — cada um empurra a resposta para uma família de borracha diferente. NBR, EPDM e Neoprene se comportam de forma diferente em cada um deles, e escolher um a partir de uma foto é adivinhar com o seu dinheiro.
Escrevemos sobre as diferenças no guia de materiais. Você não precisa escolher o composto — precisa descrever as condições bem o bastante para que alguém possa escolher.
O que não conseguimos dizer a partir de uma foto
- Se ela vai vedar. Isso depende do composto, do molde e das peças de contato, e é resolvido por uma amostra nas suas mãos, não por correspondência.
- Um preço. Sem a quantidade e as dimensões críticas, qualquer valor seria inventado, e um valor inventado é pior do que um atraso.
- Se a peça velha falhou por causa da borracha. Às vezes a borracha é o sintoma, e a carcaça ou a instalação é a causa.
A versão prática
Coloque isto na primeira mensagem e, em geral, você terá uma resposta de verdade em vez de três rodadas de perguntas:
- A peça, ou um desenho com as dimensões críticas marcadas
- A quantidade por pedido e, aproximadamente, por ano
- Onde ela trabalha e com o que tem contato
- O que deu errado com a que você tem agora
É isso. Se faltar algo, perguntaremos, mas cada ida e volta custa um dia.
O que fornecemos de catálogo são diafragmas de cuíca de freio; o trabalho sob medida é um caminho à parte, descrito na página de peças de borracha sob medida. Em qualquer caso, você chega a uma pessoa com nome e sobrenome pelo contato — a primeira resposta não é automática.